
O Atabaque faz parte da ritualística umbandista.
Sendo um dos sustentadores da corrente mediúnica.
Juntamente ao Ogan ou atabaqueiro, e curimba.
Invisíveis aos nossos olhos estão os irradiadores de ondas energéticas.
Que fazem o trabalho de sustentação.
Os mentores guardiões deste instrumento sagrado.
Seres espirituais de grande elevação.
Responsáveis por manipular as energias necessárias.
Para que o corpo mediúnico esteja em total equilíbrio e sintonia.
Os espíritos que atuam nesta força.
Foram designados pela lei maior à esta função.
Alguns por afinidades com a musicalidade.
Outros por serem espíritos que em vida terrena tiveram contato com o instrumento.
Ou com vertentes religiosas semelhantes.
Esses mentores não apenas zelam pelo instrumento.
Cuidam também daquele que o manuseia.
Os ogans e atabaqueiros são os responsáveis por “repassar” aos médiuns.
A firmeza e energia trazida por esses guardiões.
Sendo assim além dos seres de luz que protegem e trabalham para a firmeza da curimba.
Existem outros, que são mentores dos Ogans.
O mentor de um Ogan o ensina, de forma explicita ou não, a cuidar do atabaque.
Aprender quase que de forma natural como tocar, cantar.
E costumam revelar cânticos desconhecidos por nós seres encarnados.
(Pontos cantados)
Tornam o ato de tocar e cantar algo tão natural quanto bater palmas e cantarolar algo.
Algumas vezes ogãns e atabaqueiros são “tomados” pela irradiação desses mentores sem perceber.
Quando isso ocorre alguns conseguem visualizar quão bonito é a ligação estabelecia entre filho e mentor.
Aos mais sensíveis é possível sentir a finco a energia emanada por eles durante os trabalhos.
Os guardiões estão sempre presentes, limpando, imantando e energizando esse instrumento tão sagrado.
Portanto quando cobra-se respeito ao atabaque.
Partindo principalmente de quem o toca.
É porque existe um fundamento, uma força maior que o norteia.
Um ser de luz que esta ali sempre para orientar, guiar quem estiver de coração e alma limpos.
Para receber a imensidão de energia irradiada por eles.
Para assim “devolve-lá” em forma de toque e canto para o corpo mediúnico e seus consulentes.
(Autora: Maria Eduarda Victoretti)
Saravá Fraterno!
Pai Jonathas de Ogum.'.