ENTENDENDO A IMPORTÂNCIA DO ORÍ
Orí é o nome da nossa cabeça física.
É o órgão vital que responde pelos nossos sentidos e pela nossa inteligência.
O orí é o primeiro a chegar ao mundo, no nosso nascimento.
É também a parte mais alta do ser humano, onde se localiza o comando maior do corpo físico, o cérebro.
O orí é uma divindade que serve apenas a seu filho, pois é individual e unitário.
Ele cuida e participa ininterruptamente da vida da pessoa.
É quem faz a ligação entre o homem e o seu orixá.
O que o orí determinar, orixá algum poderá descumprir.
Sendo isso necessário para o bom equilíbrio da vida física e sagrada do ser humano.
Cada orí é preparado no orum!
Onde recebe a matéria progenitora que o identificará, individualizando-o.
Esta “matéria” mítica ligará o indivíduo a todas as suas divindades.
A seu destino, lhe dará proibições especiais que, se não obedecidas.
Poderão, entre outras coisas, conturbar seu relacionamento com os deuses.
Por ser uma completa e complexa criação celestial.
O orí sagrado, dedicado aos rituais, foi segmentado por Olorum.
Este o subdividiu, para melhor administração de todas as suas funções, em duas partes principais:
O orí físico e o orí interno!
O poder do orí é muito grande dentro dos preceitos ritualísticos, sendo ele o primeiro a ser servido.
No orí está todo nosso poder de concentração, o intelecto e a nossa consciência.
Também concentra os cinco principais sentidos:
Olfato, visão, audição, paladar e tato.
Por ser a parte divina que nos torna indivíduos únicos.
Torna-se assim a residência de nossas emoções e de nossas carências.
Fundamentando a nossa personalidade, nos dando sensibilidade.
E também nossa formação moral e intelectual.
Assentamento natural de nossos orixás, o orí é um igbá primordial.
A sede de toda nossa força espiritual e a parte mais delicada de todo o conjunto humano e espiritual, dentro da religião.
A nossa sorte e o nosso destino estão vinculados ao orí.
Sempre dependentes do seu fortalecimento, que é conseguido através do Borí.
O orí é tão importante para o povo africano que, em algumas aldeias da África, não se carrega nada em cima da cabeça.
Realmente, devemos ter muito cuidado com o nosso orí.
E precisamos procurar sempre resguardá-lo e protegêlo.
Pois é o próprio orí que mostra à pessoa seus desígnios e vontades.
Para poder ajudar e ser ajudado, é ele quem faz as determinações.
Permitindo que o iniciado tenha serenidade e tranqüilidade.
E disso poderá resultar uma boa existência.
Pois um orí equilibrado é sinônimo de uma vida saudável e próspera!
Pai Jonathas de Ogum.'.