Texto: Mudança de posturas e atitudes.
21/06/2017 - 0h11 em Umbanda


Observando as redes sociais encontramos um movimento onde muitas pessoas afirmam que vestem branco e declaram-se umbandista ou candomblecista.
Acho iniciativas como essas positivas de verdade, porém seria muito melhor que em vez de muitos falarem que usam o branco realmente fizessem do branco a cor da mudança e de muitas jornadas.
Não adianta proclamar que usa esta ou aquela cor de roupa se isto é somente uma moda, ou uma forma de protesto, necessário é fazer com que as pessoas preconceituosas mudem os conceitos sobre a nossa religião, para isto muitos ações precisam ser coordenadas, e isto passa pelas diversas casas de santo, terreiro, roças, ilês, que existe em todos os lugares.
Infelizmente muitos filhos e mesmo dirigentes espirituais não se preocupam com a imagem da umbanda ou candomblé, quando se trata de ensinar e respeitar os direitos dos outros, pensam primeiro em seus direitos, basta sairmos em qualquer trecho urbano de rodovias para encontrarmos alguidares com oferendas espalhados pelos acostamentos, muitas vezes com carcaças de animais, e às vezes com eles inteiro.
Veja bem não somos contra as oferendas porque as fazemos também e acima de tudo ensinamos os filhos de nosso terreiro como fazê-las, porém tem que se respeitar o local da entrega, locais que não agridam o direito de outras pessoas, hoje em dias têm vários locais adequados para receberem oferendas, vários santuários de umbanda, e também podemos utilizar locais fora do trecho urbano para entregá-las.
Aprendi que Orixá e Guia não comem barro ou louça, ou seja, não temos a necessidade de deixar o alguidar, travessas, garrafas, podemos entregar as oferendas em folhas, sejam de mamonas, taiobas, couves, acelgas e muitas outras que farão que nossos agrados não sejam depositados diretamente na terra.
Consciência em tudo é salutar, um tempo passado estava voltando pela rodovia Rio – Santos e vimos uma cachoeira que existe antes de toque – toque, parei o carro e entramos no trecho para apreciar e também pegar um pouco da água dela para ser usada em banhos e limpezas no terreiro, infelizmente foi entristecedor, o local estava todo sujo, com resto de velas, alguidares, e mais algumas coisas a vista de todas as pessoas que quisessem usufruir daquela maravilha da natureza, se nós umbandistas ficamos triste com este estado de coisa, imagine as demais pessoas que são impedidas de usufruírem deste espaço por causa da irresponsabilidade de alguém.
Agora pensem comigo o que dirá mamãe Oxum vendo um ponto de força seu na natureza sujo, cheio de restos de velas, alguidares mal cheirosos e cheios de limbo, será que ela concederá a graça solicitada por quem não cuidou da casa dela.
Por isto que penso que temos que começar movimentos sim de afirmação de nossa religião, mas também temos que mudar algumas posturas dentro de algumas casas que agridem a natureza, denegrindo assim nossa imagem perante a sociedade, fazendo com que os inimigos tenham munição para afirmarem que não respeitamos nossos próprios mananciais energéticos e naturais como queremos ser respeitados pelas demais pessoas.
A lição começa em casa.
Pensemos.
Obs. Esta foto mostrada abaixo é a real situação este rapaz é Pai de Santo, seu nome é Alexandre de Oxóssi e foi contratado para retirar oferendas do local que deveria servir a todos como lazer será que Oxum fica feliz com isto.....

Autor:
Roberley Meirelles

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